quinta-feira, 3 de maio de 2012

A grande tarefa inacabada

Na Segunda Guerra Mundial, um submarino afundou com 72 tripulantes. Navios de socorro e homens-rãs foram enviados para resgatá-los. Eles trabalharam rápido, sabendo que o oxigênio no interior do submarino duraria pouco tempo. Finalmente, um mergulhador localizou o submarino e bateu uma mensagem em Código Morse no casco do mesmo: “Vocês estão bem?”. A resposta veio de pronto: “Sim, estamos”. O mergulhador rebateu: “Está chegando ajuda”. Os marinheiros do submarino, sabendo que o oxigênio logo acabaria, responderam: “Daqui a quanto tempo?”.
Em agosto de 2000, o submarino Kurz afundou no mar de Barents, mas seus 118 tripulantes não tiveram a sorte de serem achados a tempo. A equipe de salvamento não os alcançou com vida.
A situação espiritual em que o mundo se encontra hoje é semelhante. Pessoas vivem no pecado e, longes de Deus, estão em perigo de morte eterna. Resta pouco tempo, o fim está próximo, Jesus está voltando. A ajuda pode estar chegando, mas esta pergunta não quer calar: “Daqui a quanto tempo?” A resposta, obviamente, depende do compromisso da igreja com a evangelização. O que acontecerá se demorarmos um pouco mais?
Jesus nos deu uma ordem clara e específica: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Evangelizar é pregar o Evangelho de Jesus Cristo, é anunciar as boas novas de salvação. A principal razão de ser da igreja de Jesus é tornar conhecido ao mundo todo o “conselho de Deus”. Isso significa, em suma, proclamar a palavra da salvação gratuita de Deus através de Jesus Cristo, que morreu por todos os pecadores.
Pedro ensinou: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. Em outras palavras, devemos também compartilhar com os outros o maior dom recebido, a dádiva da salvação. Não evangelizar, portanto, é estar na contra-mão da vontade expressa de Deus, ou pelo menos, em contraposição à própria essência da nossa existência como igreja.
Jesus disse: “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. Essa é a boa notícia que temos de anunciar!
A salvação é gratuita, recebida pela fé gerada naquele que ouve a Palavra de Deus. A Bíblia diz: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Mas adverte: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”. A tarefa de evangelizar não foi dada aos anjos; foi dada a homens e mulheres que conhecem a Deus.
Na estrada de Damasco, Jesus apareceu a Saulo e falou com ele. Jesus não explicou a Saulo o que deveria fazer para alcançar a salvação. Antes, o enviou para a cidade, dizendo: “Onde te dirão o que convém fazer”. Por quê? Porque Deus usa pessoas, tal como seu servo Ananias, para ensinar a Saulo o caminho da salvação. Saulo se arrependeu, creu em Jesus e foi salvo!
Quando o anjo apareceu ao centurião Cornélio, em Cesareia, também não lhe explicou o que deveria fazer para ser salvo. Decerto, Cornélio obedeceria ao anjo sem vacilar. Mas não era tarefa do anjo falar sobre a salvação. O anjo disse simplesmente para ele mandar chamar Simão Pedro, “o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa”.
Evangelho quer dizer boas novas, boas notícias. É disso que o mundo precisa desesperadamente; e temos de agir rápido, antes que seja tarde! Infelizmente, quando se quer dizer que algo aconteceu rapidamente, cita-se o jargão: “Depressa como notícia ruim”. Notícia ruim ajuda a vender jornal, aumenta audiência televisiva, desperta o interesse das pessoas. Isso revela uma tendência humana pelo grotesco. Por essa razão, o mexerico prospera mais que o elogio sincero. Lembro-me que o jornal britânico The Times inaugurou um caderno só contendo boas notícias. Um ano depois, numa pesquisa de opinião, descobriu que era o menos lido. Foi cancelado.
Porém, como a igreja vive numa perspectiva diferente, precisa se dispor a cumprir a missão para a qual foi chamada, a de sempre anunciar as boas notícias da salvação. Aliás, o significado literal de igreja (ekklesia) é “chamados para fora”, enviados aonde os pecadores estão, para proclamar as boas novas de que Jesus é o único e suficiente Salvador.
A igreja não é nenhum tipo de instituição ou objeto impessoal; antes, é um corpo, um organismo vivo constituído por todos aqueles que são convertidos verdadeiramente a Cristo e são chamados para serem santos e anunciarem o evangelho aos pecadores.
A grande tarefa inacabada da evangelização é urgente. Cabe a cada crente responder a Deus: “Eis-me aqui, envia-me a mim!”

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Grupos Familiares


Não Mude o Outro – Mude a Si Mesmo


Passamos a vida inteira desejando que os outros ao nosso redor sejam transformados, mas, quando tomamos a decisão de mudar a nossa própria vida, nossa maneira de agir e pensar, quando permitimos que Deus entre verdadeiramente em nossos corações e que a sua palavra limpe nosso interior, todos ao nosso redor são tocados pela nossa mudança, principalmente a nossa família. O nosso testemunho em casa fala muito mais do que qualquer palavra, reflita sobre sua conduta familiar. Como você trata seu cônjuge? Seus pais? Seus irmãos? Quais são as palavras que você tem liberado sobre sua família? A bíblia nos ensina que a palavra tem poder. Deus nos deu livre arbítrio e temos direito de escolha em diversas situações.

Decida hoje mudar o seu destino e o destino da sua família.